Laços da Alegria

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Viva a poesia!

Dia Nacional da Poesia – 31 de outubro

Há quem diga que ela é chata, assim como tem quem a considere oitava maravilha do mundo.

Há quem a inspira pra viver, assim como quem a expira para dar vida.

Há quem a escreva, há quem a lê.

Há quem dissemina e quem não a vê. Há poesia!

Eu não sou o maior especialista em poesias, mas também não preciso ser para saber que é a materialidade escrita, declamada e sentida do abstrato – do concreto também.

É a transcrição do sentimento. É o som do inaudível. É a metalinguagem. É figura de linguagem – metáfora, pleonasmo, paradoxo (e como é).

A poesia, ao meu ver, se assemelha muito com o trabalho voluntário. É um sentimento pulsante e intenso que move as pessoas e mexe com outras.

É algo que tentamos descrever, mas é difícil, afinal, é bem melhor sentir.

Não existe haicai, soneto, ritmo, métrica, ABBA ou ABAB possível que explicite a poesia que existe por trás do (a) voluntário (a) ou do (a) paciente, mas existem voluntários que colocaram parte do sentimento no papel.

O Dr. JujuBINHA, da equipe do Laços da Alegria no nosso amado HRG, fez uma poesia poderosíssima, como a espada de um Samurai para nós:

“Voluntário é ser aliviado por acalmar as dores dos outros.

Voluntário é ter audácia para tirar um sorriso, e também ensinar no improviso o sentido do amor.

É perfumar um jardim sem flor, com sua própria energia.

Levar a vida, leve e com alegria!

Esquecer seus problemas e recriar um personagem que, através da trolagem, vai reviver um mundo sem cor.

É um até logo, fica mais, te espero, só mais um minuto.

Ver que o resumo é dito por meio de um olhar… 

É realizar e confiar, pois o trabalho foi feito.

Se juntar com os amigos do peito, em mais uma roda de finalizar.

Perceber que a semana melhorou, porque alguém te tocou sem poder te abraçar. 

Comprimidos que aliviam as dores e guerreiros de todos os jeitos, és tu, voluntário!

Que veste-se, pinta-se, transforma-se, e esquece o ´´se´´ para intitular o realizar, 

É com a forma de empatia, que cria o laços alegria… 

Na cantiga de ALIVIAR.”

Celebremos a poesia que há em nós!

Texto: Matheus Bacelar

Edição: Nayara Sousa

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