Laços da Alegria

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Padrinho do coração ou segunda opção?

Meu primeiro grande dilema no Laços da Alegria foi a escolha do padrinho ou madrinha. Em um longínquo 2017, haviam ótimas opções na equipe de voluntários que frequentava o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde eu comecei a visitar. Segui minha intuição, o que não é das mais precisas, mas dessa vez ajudou e convidei a doutora Pãozinho. Minha primeira visita foi com ela, que acabou se tornando uma amiga querida.

Só que com o passar do tempo, fui conhecendo mais voluntários e me apaixonando por um monte deles. Queria que todos fossem meus padrinhos de projeto. Foi nessa brincadeira que eu conheci o termo “Padrinho de Coração”. À primeira vista, esses padrinhos pareciam prêmio de consolação para quem não foi a primeira opção.

Confesso que eu achava zoado até ganhar a minha primeira “afilhada do coração”. Foi ali que entendi a real dimensão dos “Padrinhos de Coração”. A conexão, inspiração, carinho… os padrinhos/afilhados de coração não são sobre apresentar e incentivar sua caminhada no projeto, mas uma conexão mais ampla e afetiva com o ser voluntário.

A cada novo afilhado do coração, eu entendia e valorizava ainda mais esse termo, e foi então que eu decidi escolher os meus. Além da minha madrinha maravilhosa, eu escolhi uma outra dupla que muito me enche de orgulho. Os doutores Sorvete e Buchecha, por anos foram uma inspiração dentro do projeto e tornaram-se amigos queridos.

A influência vai bem além da atividade hospitalar. Por exemplo, a Buchecha me inspirou a adotar uma dieta sem carne. Já o Sorvete se tornou um parceiro de vida, baladas e boas conversas.

Não estou dizendo que os afilhados não são importantes, mas só estou dando o valor que o padrinho/afilhado de coração merece. Hoje, eu não consigo mais fazer distinção de como meus afilhados viraram afilhados. É um carinho que não consigo descrever, mesmo que muitas vezes não consiga demonstrar.

No fim das contas, todos são incríveis e ajudam a contar minha história no Laços da Alegria. Percebi que padrinhos e afilhados são todos de coração e aparentemente não se pode brincar com o termo coração. É lá que costuma ficar a nossa melhor parte!

Texto: Marcus Fogaça (Dr. Chapatin)
Foto: Divulgação

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